AssimAssado

Tudo sobre tudo.

12

de
fevereiro

Algumas perguntas…

Depois de haver calma em meio a pressa, está concluído um pensamento sobre algum assunto. Importa sim a relevância contida no objeto pensado, mas de maior importância é a calma, que traz consigo a imparcialidade e a análise necessárias para uma simples honestidade. Dito (isso), percebe-se (que): uma parte do Brasil, não é o Brasil. Um pé não é um corpo. E assim sendo, uma notícia reportada sem 100% de cuidado, não constitui o fato.

Os jornais e as revistas e a internet teriam que tomar muito cuidado com isso. São os informadores oficiais e ganham salários para não nos iludir (?) ou ao menos, não falar somente da metade que lhes interesse. Que lhe interesse.  

O meu interesse é fazer perguntas que eu nunca ouvi antes. Como por exemplo, uma que acaba de me ocorrer, por que alguém trabalha como operador de tele marketing?

Essas perguntas que estão em um limbo e constituem fatos de nossa vida moderna. Perguntas que estão enraizadas de tal forma que não aparecem sequer como uma afirmação, quem dera com uma pergunta. Perguntas que mexem a minha bunda sentada em uma cadeira, a frente de um PC, em uma casa com telhado em uma noite de chuva.

Por que trabalhamos em algo que não acreditamos?

Descobrir porque essas perguntas nos fazem tão suspeitos, e me jogam a uma certa marginalidade. Que vejo a loucura vizinha de braços abertos e sorrindo. Que tenho vontade de ser louco para poder não só pensar, mas realizar essas perguntas. Vivê-las. Perguntá-las.

10

de
fevereiro

É por isso que eu escrevo

Porque eu vivo neste país. Neste planeta. É por isso que escrevo.

 

Porque somos impotentes. Porque somos importantes. Escrevo por isso.

 

Porque a folha diz e não faz. Porque ela ilumina. Por isso.

 

Porque assim eu percebo. Porque reflito. Então escrevo.

 

Porque ver é demasiado. Ao olhar, fecho os olhos. E cadê? Assim, escrevo.

 

Porque reúno. Porque me uno a mim mesmo. Resumo, e escrevo.

 

Porque não tenho 135 mil reais para anunciar na TV. Pobre, escrevo.

 

Porque a publicidade é mal utilizada. Porque almeja a venda. Mais pobre, escrevo.

 

Porque me publico. Porque me publicito. E sem me vender eu escrevo.

 

Porque o meu vizinho nunca leu um texto meu. Porque eu nunca dei. Por isso escrevo.

 

Porque gostaria de ter insônia. Porque tenho sono. Por sonhar, escrevo.

 

Porque ao ler imagino. Porque vendo só observo. Imagino e escrevo.

 

Porque as palavras estão prontas. Porque seus significados não. Buscando escrevo.

 

Porque estou cansado. Porque tenho muita energia. Escrevo por querer.

 

Porque não sei desenhar. Porque não sei cantar. Limitado, escrevo.

 

Porque sei da insignificância das minhas palavras. Porque existem muitas. Escrevo, logo existo.

 

Porque já amei. Porque já fui amado. Por amor eu escrevo.

 

Porque me formei. Porque me (en)formaram . Escrevo muito por isso.

 

Porque sei ler. Porque sei escrever. Portanto escrevo.

 

Porque leio sempre. Porque assino revistas. Por poder, eu escrevo.

 

Porque não me conformo. Porque eu identifico. Inteligentemente escrevo.

 

Porque não entendo. Porque não entendo. Porque não entendo.

 

Burro, escrevo.

 

Porque sou burguês. Porque sou empregado. Por ser confuso, escrevo.

 

Porque sou tarado. Porque sou careta. Isso eu escrevo.

 

Porque sou chato. Porque eu posso ser muito chato. E feliz eu escrevo.

 

Porque gosto de esportes. Porque odeio novela. Muito por isso eu escrevo.

 

Porque prostituas existem. Porque homens existem. Escrevo.

 

Porque Hitler existiu. Porque Lula existe. Por isso companheiros, escrevo.

 

Porque gosto de flores. Porque as ganhei somente 5 vezes na minha vida. Esperançoso, escrevo

 

Porque sou um ator. Porque sou professor. Ai meu deus, escrevo.

 

Porque sou ateu. Porque a história contada sobre Jesus David e Maomé não me diz. Isso eu escrevo.

 

Porque existe gente burra  Porque os inteligentes se escondem. Porque escrevo.

 

Porque nunca fui vaiado. Porque gosto de apoio. Preciso do que escrevo.

 

Porque tive infância. Porque sou criança. E é por isso que escrevo.

 

Porque gosto de criança. Porque há a pedofilia. Por eles escrevo.

 

Porque sou alegre. Porque não sei ser triste. Porque escrevo por isso.

 

Porque tenho amigos. Porque tenho pais. Por quem escrevo.

 

Porque tenho cachorro. Porque não gostaria de tê-lo. Com sono escrevo.

 

Porque já senti cheiro de ouro. Porque cheiro de bosta é inesquecível. Por ter nariz, escrevo.

 

Porque aprendi a falar italiano. Porque quero aprender a me comunicar em português. Escrevo por ser comunicação.

 

Porque me vendem o que eu não preciso. Porque eu compro o que não preciso. Escravo, escrevo.

 

Porque não sou um robô.

 

Porque querem montar uma base na Lua. Porque estamos destruindo a Terra. Porque não aprendemos a habitá-la. Escrevo para ficar.

 

Porque morremos sempre por um motivo. Porque nascemos por um motivo. Escrevo para me remotivar.

 

Porque choro. Porque vibro. Porque grito. Porque me emociono. Porque respeito. Por todas essas mentiras eu escrevo.

 

Mas escrevo agora, única e exclusivamente, porque amo uma mulher.

 

Porque sou amado.

 

Escrevo porque a tenho.

 

Porque poderia conhecer outras.

 

Porque penso nisso todo dia.

 

Escrevo porque fiz uma escolha. Porque sou amado.

9

de
fevereiro

Ed. Abril e Telemarketing dela

Assino três revistas de Editora Abril. Ao renovar a assinatura de uma dessas, ganhei di grátis di brinde 6 semanas da revista Veja. A despeito de isso ser presente, sigamos.

O problema é que a minha mãe assina Veja. E ela mora na mesma casa que eu.

Conclusão: 6 semanas com 2 monstros chegando aos sábados.

Isso, por si só, já é um absurdo. Nesses tempos de “crise” então… Gastação de dinheiro, de papel, de tempo do entregador (Ah sim, porque sabe-se lá Allah por que, elas chegam separadas.).

Por isso senti vontade de ligar para a Editora e pedir a suspensão do “”"”brinde”"”" (e põe áspas nisso). Passou. E chegou outro sábado, e com ele outra Veja. E chegou a segunda-feira. E com ela um boleto facilitador para que eu adquirisse a assinatura anual da Revista.

Constaassim na frente do envelope, ainda fechado: “Roberto, Depois de conhecer você, só dá para querer uma coisa: continuar ao seu lado.”

Apesar do Português horrendo, faço minha tradução, e cada um que faça a sua.

Roberto, Queremos sugar todo o seu dinheiro e nos dar bem às suas custas.

Dentro diz assim:

Você e Veja tem tudo para continuar juntos (Ps: está assim mesmo, com o verbo continuar no singular) em todas as semanas por uma ano.

E piriri e pororó de não sei o que percebi que a veja é indispensável para você e piriri e pororó de não sei o que oferecemos uma ótima oferta com desconto e parcelamento.

O problema é que não entendo como piriri e pororó. Entendo como uma brutal agressão.

Um insulto à minha inteligência. A invasão de minha privacidade e dos meus gostos. 

Como podem duas pessoas na mesma casa assinarem a mesma revista?

Será que ninguém, ninguém, NINGUÉM na Abril sabe ler, e ver que estavam querendo VENDER duas revista para a mesma casa?

Liguei. Exigiria uma carta de retratação da Editora em papel reciclado e um compromisso de nunca mais receber uma proposta que não tenha solicitado em meu lar. É meu direito, não é exagero. Nesse exato momento estou esperando para ser atendido no SAC.

Liguei e optei pelo ramal de vendas. em 5 segundos fui atendido e expliquei o caso para a mocinha. Ágata. Ela tentou falar que não era daquele setor o problema, que teria de passar a outro, eu repeti a história e disse que não seria atendido no SAC. Ela, super paciente e não querendo entender que eu não queria ficar na linha pois o meu problema era com vendas e ali seria resolvido, me explicou o que eu já sabia como se eu tivesse 6 anos. Aí, como uma criança de 6 anos, desisti.

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Depois de 10 minutos fui atendido no SAC pelo Paulo Sérgio. Não é possível uma carta de retratação da Editora. O brinde já foi cancelado. Para haver reembolso do tempo de espera no tele-SAC (Total de 22 minutos no dia de hoje) tenho que mandar um fax e torcer. Peguei o número.

Voltando…

Ela transferiu a ligação me prometendo que não demoraria. 7 minutos depois eu ainda escutava musiquinha. Resolvi ligar do outro telefone e cair no SAC e não nas VENDAS. Mais cinco minutos e continuava a ouvir musiquinha, agora em dois telefones. Sim, eu fiquei pendurado em dois aparelhos durante 5 minutos. Não é exagero, é o meu direito.

Desliguei. Liguei de novo, no mesmo número, mas optei pelo ramal de vendas. Fui atendido em menos de 5 segundos. Coitado do Cássio, que me atendeu. Fiz ele repetir quando tempo eu fiquei na espera. Ele se recusava e eu muito educadamente e muito obstinadamente insisti. Ele ficou nervoso até que repetiu. Expliquei toda a minha história de novo e adivinhem….????

Ele queria me mandar pro SAC. Aí eu dei chilique.

Falei que não era idiota. Que ele precisava parar de ser idiota. No final, ele ouviu todas as minhas reclamações, deixou claro que não poderia fazer nada, mesmo assumindo que a culpa foi da VENDAS, que mandou o boleto, e concordando com tudo o que disse. Tudo. Concordou que aquilo era uma afronta à minha inteligência e no final de tudo perguntou se eu não queria mesmo passar pelo SAC. Disse que não. Ele disse Boa Tarde.

Para tratar alguém com respeito, devo ser respeitado. E a ed. Abril não me respeitou. E eu descontei no funcionário da empresa, que é quem a empresa designou para falar comigo, o meu contato com a empresa.

Se ele tem alguma coisa com tudo isso? Sim.

Porque se trabalha na empresa, concorda com sua ideologia e fala por ela. Como falou, e não pediu nem desculpas.

Agora, mais tarde descobri que não pode existir uma retratação.

O problema de tudo isso, é a busca desenfreada por lucro, a ponto de vender a mesma coisa duas vezes pra você, seu trouxa; Não importa se você quer, a gente vende.

É querer se dar bem a custa dos outros.

O pior é que eu sei o nome dos três atendentes com que falei hoje. Porque fui acostumado assim, a chamar as pessoas pelo nome. E tenho a leve impressão que nenhum deles se lembra do meu nome, mesmo com toda a confusão.

 

Isso sem falar na merenda estragada das criancinhas de São Paulo. E Gilberto Kassab disse que não vai se pronunciar a respeito. Tudo bem, pois não houve aumento nas passagens dos ônibus, como prometido.

Lembram-se?

3

de
fevereiro

Depois não digam que eu não avisei.

Fui convencido, mas não muito, a me aquietar essa vez. E que essa vez fique bem claro.

Pois o que senti foi dor de estômago, misturado com ânsia de vômito e um sapo entrando-me goela abaixo, forçando, escorregadio, pegajoso e nojento. O que eu senti foi nojo.

Meu azar, ou deles (ficarei sem saber graças aos que me conveceram), foi o de não estar em casa, e sim no carro quando ouvi a desagradável notícia.

6 deputados federais, que estavam AFASTADOS do cargo, exercendo funções em outros estados, como secretário de transportes etc, voltaram a trabalhar por um dia na segunda-feira passada, quando foi realizada a eleição Legislativa. E por esse dia que voltaram a trabalhar recebeão uma espéce de 16º salário, como uma ajuda de custo a título de indenização por voltarem a trabalhar. (?)

Entendeu alguma coisa?

E tem mais: Seus respectivos suplentes, se voltarem a trabalhar, (O que é óbvio, pois os originais retornarão aos estados) também tem direito à ajuda de custo.

Entendeu mais alguma coisa?

Ah, eu esqueci de mencionar os valores. R$ 16.500,00, por 8 (oito) horas de trabalho.

Um dia.

A saber:

Os deputados que retornaram aos seus mandatos – Rodovalho (DEM-DF), Cassio Taniguchi (DEM-PR), Alberto Fraga (DEM-DF), Jorge Bittar (PT-RJ), Walter Feldman (PSDB-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS) – justificaram a ida ao Congresso devido à importância da votação para a presidência da Casa.
(Fonte http://politicagembrasil.blogspot.com/)

Eles também disseram que vão devolver o dinheiro ou destinar a um bom uso.

Disseram que achavam um exagero. Um desparate. Um absurdo.

Ouçam o parlamentar se lamentando.

http://cbn.globoradio.globo.com/home/2009/02/03/DEPUTADOS-LICENCIADOS-QUE-VOLTARAM-PARA-ELEICAO-RECEBEM-AJUDA-DE-CUSTO-DE-R-16500.htm

Se eu estivesse em casa compraria uma passagem e iria a brasília, com uma faixa e um banquinho. Sentaria em frente ao congresso, faria greve de fome e só sairia a hora que visse o extrato do dinheiro devolvido e esse decreto deputadístico revogado.

Mas encontrei amigos pelo caminho.

E me disseram que não.

Não me deram motivos válidos, somente que não adintaria nada, mas esse não é válido por que eu não fui pra saber se adiantaria ou não.

Então não é válido.

Talvez que seja caro ir pra Brasília. Porque afinal de contas eu não ganho R$16.500,00 por dia.

Meios batidos para combater tudo isso não me interessam. Quero algo novo pra mim, que me refresque, que me impulsione, que me acorde.

Eu, que não acredito em deus, peço na língua de vocês:

ACORDEM PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não é possível que Você não queira fazer nada.

E se quer fazer e não faz é 16.500,00 vezes pior.

Se você é meu amigo, leu, e não concorda ou não quer efetivamente FAZER alguma coisa, repense-se como meu amigo.

Porque você precisa repensar-se como ser vivente neste mundo.

Participante.

Depois que se repensar, se rever, se reorientar, será um ser vivente melhor, e automaticamente meu amigo de novo. Meu companheiro.

Meu cúmplice.

Não concebo minha vida acabar e eu viver ainda neste estado.

Vim para tranformar e transformarei.

Não será impulso.

Da próxima vez irei e o papel de vcs será o de divulgar.

Depois não digam que eu não avisei.

3

de
fevereiro

Comigo não morreu!

Pois de respostas, o mundo está cheio.

Faltam perguntas, que nunca virão.

Porque de olho num posto mais alto,

És tão fiel e dedicado ao patrão.

Porque na roda só gira quem manda.

E nós giramos na direção errada.

(A que mandaram, para quem não entendeu)

2

de
fevereiro

Aniversários

As pessoas ficam loucas com os aniversários que se aproximam. Diga-se aniversário de uma criança. A criança, que não sabe nada, não sabe o que é aniversário. E aprende que deve ficar enlouquecida quando chegar seu aniversário. É tão estranho.

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