23
de
agosto
A redescoberta diária do lecionar
Busco uma forma, nasci prepotente dos bão, de ensinar teatro. Para além de mostrar a arte, me é de fundamental importância passá-la adiante de uma maneira instigante e verdadeira. De uma maneira melhor do que quando tive meus primeiros contatos com o teatro, que foram ótimos.
Mas penso na técnica, na prática e no entendimento por crianças a fundo. Crianças e pré-adolescentes, mas tenho quase certeza que começando com as crianças, os adolescentes já poderiam facilmente entrar na Globo.
Tudo quer a criança. E só saber dar. Isso que busco diariamente, com voz cansada e incerteza de acertos. Sou prepotente dos bão.
Não vejo a iniciação teatral com um texto para que os pequenos decorem e apresentem. Absolutamente apresentarão alguma coisa, simplesmente porque teatro existe para ser visto, THEATHRON > Lugar da onde se vê. Para ser visto e divertir as pessoas, como pregava Bert Brecht.
Mas busco uma apresentação própria à criança, assuntando o que lhe diz respeito, o que ela quer que lhe diga respeito. Perguntada o que quer dizer e como quer dizer ela falará, e para executar ela necessitará de ajuda.
Cabe ao teatro-educador, professor, artista, arte-educador, tio, ajudar. Ter a destreza de reunir idéias e por as crianças para mastigar, como se fosse um chiclete!
Estou reunindo informações, pesquisando ações, instrumentalizando-lhes para que a prática teatral seja feita como um divertido jeito de contar uma história, de mostrar personagens, e de se expressar. Simples assim né. Não fingem, fazem.
não decoram, criam.
não esquecem, criam.
tem tanto ator tão bom por aí né.
estamos só nos experimentos, as peças vem depois.
dezembro (por aí) eu volto aqui e a gente tira isso a limpo.
Estou fazendo isso com 14 turmas diferentes. Se der certo, até o natal vamos escrever 14 peças. Curtas ou não, estou curtindo de montão.
Sei que estou em processo de inovação. Em mim pelo menos. Redescobrindo o lecionar.
Sou prepotente dos bão. Igual o L. Von Trier.

