AssimAssado

Tudo sobre tudo.

12

de
fevereiro

Algumas perguntas…

Depois de haver calma em meio a pressa, está concluído um pensamento sobre algum assunto. Importa sim a relevância contida no objeto pensado, mas de maior importância é a calma, que traz consigo a imparcialidade e a análise necessárias para uma simples honestidade. Dito (isso), percebe-se (que): uma parte do Brasil, não é o Brasil. Um pé não é um corpo. E assim sendo, uma notícia reportada sem 100% de cuidado, não constitui o fato.

Os jornais e as revistas e a internet teriam que tomar muito cuidado com isso. São os informadores oficiais e ganham salários para não nos iludir (?) ou ao menos, não falar somente da metade que lhes interesse. Que lhe interesse.  

O meu interesse é fazer perguntas que eu nunca ouvi antes. Como por exemplo, uma que acaba de me ocorrer, por que alguém trabalha como operador de tele marketing?

Essas perguntas que estão em um limbo e constituem fatos de nossa vida moderna. Perguntas que estão enraizadas de tal forma que não aparecem sequer como uma afirmação, quem dera com uma pergunta. Perguntas que mexem a minha bunda sentada em uma cadeira, a frente de um PC, em uma casa com telhado em uma noite de chuva.

Por que trabalhamos em algo que não acreditamos?

Descobrir porque essas perguntas nos fazem tão suspeitos, e me jogam a uma certa marginalidade. Que vejo a loucura vizinha de braços abertos e sorrindo. Que tenho vontade de ser louco para poder não só pensar, mas realizar essas perguntas. Vivê-las. Perguntá-las.

10

de
fevereiro

É por isso que eu escrevo

Porque eu vivo neste país. Neste planeta. É por isso que escrevo.

 

Porque somos impotentes. Porque somos importantes. Escrevo por isso.

 

Porque a folha diz e não faz. Porque ela ilumina. Por isso.

 

Porque assim eu percebo. Porque reflito. Então escrevo.

 

Porque ver é demasiado. Ao olhar, fecho os olhos. E cadê? Assim, escrevo.

 

Porque reúno. Porque me uno a mim mesmo. Resumo, e escrevo.

 

Porque não tenho 135 mil reais para anunciar na TV. Pobre, escrevo.

 

Porque a publicidade é mal utilizada. Porque almeja a venda. Mais pobre, escrevo.

 

Porque me publico. Porque me publicito. E sem me vender eu escrevo.

 

Porque o meu vizinho nunca leu um texto meu. Porque eu nunca dei. Por isso escrevo.

 

Porque gostaria de ter insônia. Porque tenho sono. Por sonhar, escrevo.

 

Porque ao ler imagino. Porque vendo só observo. Imagino e escrevo.

 

Porque as palavras estão prontas. Porque seus significados não. Buscando escrevo.

 

Porque estou cansado. Porque tenho muita energia. Escrevo por querer.

 

Porque não sei desenhar. Porque não sei cantar. Limitado, escrevo.

 

Porque sei da insignificância das minhas palavras. Porque existem muitas. Escrevo, logo existo.

 

Porque já amei. Porque já fui amado. Por amor eu escrevo.

 

Porque me formei. Porque me (en)formaram . Escrevo muito por isso.

 

Porque sei ler. Porque sei escrever. Portanto escrevo.

 

Porque leio sempre. Porque assino revistas. Por poder, eu escrevo.

 

Porque não me conformo. Porque eu identifico. Inteligentemente escrevo.

 

Porque não entendo. Porque não entendo. Porque não entendo.

 

Burro, escrevo.

 

Porque sou burguês. Porque sou empregado. Por ser confuso, escrevo.

 

Porque sou tarado. Porque sou careta. Isso eu escrevo.

 

Porque sou chato. Porque eu posso ser muito chato. E feliz eu escrevo.

 

Porque gosto de esportes. Porque odeio novela. Muito por isso eu escrevo.

 

Porque prostituas existem. Porque homens existem. Escrevo.

 

Porque Hitler existiu. Porque Lula existe. Por isso companheiros, escrevo.

 

Porque gosto de flores. Porque as ganhei somente 5 vezes na minha vida. Esperançoso, escrevo

 

Porque sou um ator. Porque sou professor. Ai meu deus, escrevo.

 

Porque sou ateu. Porque a história contada sobre Jesus David e Maomé não me diz. Isso eu escrevo.

 

Porque existe gente burra  Porque os inteligentes se escondem. Porque escrevo.

 

Porque nunca fui vaiado. Porque gosto de apoio. Preciso do que escrevo.

 

Porque tive infância. Porque sou criança. E é por isso que escrevo.

 

Porque gosto de criança. Porque há a pedofilia. Por eles escrevo.

 

Porque sou alegre. Porque não sei ser triste. Porque escrevo por isso.

 

Porque tenho amigos. Porque tenho pais. Por quem escrevo.

 

Porque tenho cachorro. Porque não gostaria de tê-lo. Com sono escrevo.

 

Porque já senti cheiro de ouro. Porque cheiro de bosta é inesquecível. Por ter nariz, escrevo.

 

Porque aprendi a falar italiano. Porque quero aprender a me comunicar em português. Escrevo por ser comunicação.

 

Porque me vendem o que eu não preciso. Porque eu compro o que não preciso. Escravo, escrevo.

 

Porque não sou um robô.

 

Porque querem montar uma base na Lua. Porque estamos destruindo a Terra. Porque não aprendemos a habitá-la. Escrevo para ficar.

 

Porque morremos sempre por um motivo. Porque nascemos por um motivo. Escrevo para me remotivar.

 

Porque choro. Porque vibro. Porque grito. Porque me emociono. Porque respeito. Por todas essas mentiras eu escrevo.

 

Mas escrevo agora, única e exclusivamente, porque amo uma mulher.

 

Porque sou amado.

 

Escrevo porque a tenho.

 

Porque poderia conhecer outras.

 

Porque penso nisso todo dia.

 

Escrevo porque fiz uma escolha. Porque sou amado.

9

de
fevereiro

Ed. Abril e Telemarketing dela

Assino três revistas de Editora Abril. Ao renovar a assinatura de uma dessas, ganhei di grátis di brinde 6 semanas da revista Veja. A despeito de isso ser presente, sigamos.

O problema é que a minha mãe assina Veja. E ela mora na mesma casa que eu.

Conclusão: 6 semanas com 2 monstros chegando aos sábados.

Isso, por si só, já é um absurdo. Nesses tempos de “crise” então… Gastação de dinheiro, de papel, de tempo do entregador (Ah sim, porque sabe-se lá Allah por que, elas chegam separadas.).

Por isso senti vontade de ligar para a Editora e pedir a suspensão do “”"”brinde”"”" (e põe áspas nisso). Passou. E chegou outro sábado, e com ele outra Veja. E chegou a segunda-feira. E com ela um boleto facilitador para que eu adquirisse a assinatura anual da Revista.

Constaassim na frente do envelope, ainda fechado: “Roberto, Depois de conhecer você, só dá para querer uma coisa: continuar ao seu lado.”

Apesar do Português horrendo, faço minha tradução, e cada um que faça a sua.

Roberto, Queremos sugar todo o seu dinheiro e nos dar bem às suas custas.

Dentro diz assim:

Você e Veja tem tudo para continuar juntos (Ps: está assim mesmo, com o verbo continuar no singular) em todas as semanas por uma ano.

E piriri e pororó de não sei o que percebi que a veja é indispensável para você e piriri e pororó de não sei o que oferecemos uma ótima oferta com desconto e parcelamento.

O problema é que não entendo como piriri e pororó. Entendo como uma brutal agressão.

Um insulto à minha inteligência. A invasão de minha privacidade e dos meus gostos. 

Como podem duas pessoas na mesma casa assinarem a mesma revista?

Será que ninguém, ninguém, NINGUÉM na Abril sabe ler, e ver que estavam querendo VENDER duas revista para a mesma casa?

Liguei. Exigiria uma carta de retratação da Editora em papel reciclado e um compromisso de nunca mais receber uma proposta que não tenha solicitado em meu lar. É meu direito, não é exagero. Nesse exato momento estou esperando para ser atendido no SAC.

Liguei e optei pelo ramal de vendas. em 5 segundos fui atendido e expliquei o caso para a mocinha. Ágata. Ela tentou falar que não era daquele setor o problema, que teria de passar a outro, eu repeti a história e disse que não seria atendido no SAC. Ela, super paciente e não querendo entender que eu não queria ficar na linha pois o meu problema era com vendas e ali seria resolvido, me explicou o que eu já sabia como se eu tivesse 6 anos. Aí, como uma criança de 6 anos, desisti.

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Depois de 10 minutos fui atendido no SAC pelo Paulo Sérgio. Não é possível uma carta de retratação da Editora. O brinde já foi cancelado. Para haver reembolso do tempo de espera no tele-SAC (Total de 22 minutos no dia de hoje) tenho que mandar um fax e torcer. Peguei o número.

Voltando…

Ela transferiu a ligação me prometendo que não demoraria. 7 minutos depois eu ainda escutava musiquinha. Resolvi ligar do outro telefone e cair no SAC e não nas VENDAS. Mais cinco minutos e continuava a ouvir musiquinha, agora em dois telefones. Sim, eu fiquei pendurado em dois aparelhos durante 5 minutos. Não é exagero, é o meu direito.

Desliguei. Liguei de novo, no mesmo número, mas optei pelo ramal de vendas. Fui atendido em menos de 5 segundos. Coitado do Cássio, que me atendeu. Fiz ele repetir quando tempo eu fiquei na espera. Ele se recusava e eu muito educadamente e muito obstinadamente insisti. Ele ficou nervoso até que repetiu. Expliquei toda a minha história de novo e adivinhem….????

Ele queria me mandar pro SAC. Aí eu dei chilique.

Falei que não era idiota. Que ele precisava parar de ser idiota. No final, ele ouviu todas as minhas reclamações, deixou claro que não poderia fazer nada, mesmo assumindo que a culpa foi da VENDAS, que mandou o boleto, e concordando com tudo o que disse. Tudo. Concordou que aquilo era uma afronta à minha inteligência e no final de tudo perguntou se eu não queria mesmo passar pelo SAC. Disse que não. Ele disse Boa Tarde.

Para tratar alguém com respeito, devo ser respeitado. E a ed. Abril não me respeitou. E eu descontei no funcionário da empresa, que é quem a empresa designou para falar comigo, o meu contato com a empresa.

Se ele tem alguma coisa com tudo isso? Sim.

Porque se trabalha na empresa, concorda com sua ideologia e fala por ela. Como falou, e não pediu nem desculpas.

Agora, mais tarde descobri que não pode existir uma retratação.

O problema de tudo isso, é a busca desenfreada por lucro, a ponto de vender a mesma coisa duas vezes pra você, seu trouxa; Não importa se você quer, a gente vende.

É querer se dar bem a custa dos outros.

O pior é que eu sei o nome dos três atendentes com que falei hoje. Porque fui acostumado assim, a chamar as pessoas pelo nome. E tenho a leve impressão que nenhum deles se lembra do meu nome, mesmo com toda a confusão.

 

Isso sem falar na merenda estragada das criancinhas de São Paulo. E Gilberto Kassab disse que não vai se pronunciar a respeito. Tudo bem, pois não houve aumento nas passagens dos ônibus, como prometido.

Lembram-se?

3

de
fevereiro

Depois não digam que eu não avisei.

Fui convencido, mas não muito, a me aquietar essa vez. E que essa vez fique bem claro.

Pois o que senti foi dor de estômago, misturado com ânsia de vômito e um sapo entrando-me goela abaixo, forçando, escorregadio, pegajoso e nojento. O que eu senti foi nojo.

Meu azar, ou deles (ficarei sem saber graças aos que me conveceram), foi o de não estar em casa, e sim no carro quando ouvi a desagradável notícia.

6 deputados federais, que estavam AFASTADOS do cargo, exercendo funções em outros estados, como secretário de transportes etc, voltaram a trabalhar por um dia na segunda-feira passada, quando foi realizada a eleição Legislativa. E por esse dia que voltaram a trabalhar recebeão uma espéce de 16º salário, como uma ajuda de custo a título de indenização por voltarem a trabalhar. (?)

Entendeu alguma coisa?

E tem mais: Seus respectivos suplentes, se voltarem a trabalhar, (O que é óbvio, pois os originais retornarão aos estados) também tem direito à ajuda de custo.

Entendeu mais alguma coisa?

Ah, eu esqueci de mencionar os valores. R$ 16.500,00, por 8 (oito) horas de trabalho.

Um dia.

A saber:

Os deputados que retornaram aos seus mandatos – Rodovalho (DEM-DF), Cassio Taniguchi (DEM-PR), Alberto Fraga (DEM-DF), Jorge Bittar (PT-RJ), Walter Feldman (PSDB-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS) – justificaram a ida ao Congresso devido à importância da votação para a presidência da Casa.
(Fonte http://politicagembrasil.blogspot.com/)

Eles também disseram que vão devolver o dinheiro ou destinar a um bom uso.

Disseram que achavam um exagero. Um desparate. Um absurdo.

Ouçam o parlamentar se lamentando.

http://cbn.globoradio.globo.com/home/2009/02/03/DEPUTADOS-LICENCIADOS-QUE-VOLTARAM-PARA-ELEICAO-RECEBEM-AJUDA-DE-CUSTO-DE-R-16500.htm

Se eu estivesse em casa compraria uma passagem e iria a brasília, com uma faixa e um banquinho. Sentaria em frente ao congresso, faria greve de fome e só sairia a hora que visse o extrato do dinheiro devolvido e esse decreto deputadístico revogado.

Mas encontrei amigos pelo caminho.

E me disseram que não.

Não me deram motivos válidos, somente que não adintaria nada, mas esse não é válido por que eu não fui pra saber se adiantaria ou não.

Então não é válido.

Talvez que seja caro ir pra Brasília. Porque afinal de contas eu não ganho R$16.500,00 por dia.

Meios batidos para combater tudo isso não me interessam. Quero algo novo pra mim, que me refresque, que me impulsione, que me acorde.

Eu, que não acredito em deus, peço na língua de vocês:

ACORDEM PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não é possível que Você não queira fazer nada.

E se quer fazer e não faz é 16.500,00 vezes pior.

Se você é meu amigo, leu, e não concorda ou não quer efetivamente FAZER alguma coisa, repense-se como meu amigo.

Porque você precisa repensar-se como ser vivente neste mundo.

Participante.

Depois que se repensar, se rever, se reorientar, será um ser vivente melhor, e automaticamente meu amigo de novo. Meu companheiro.

Meu cúmplice.

Não concebo minha vida acabar e eu viver ainda neste estado.

Vim para tranformar e transformarei.

Não será impulso.

Da próxima vez irei e o papel de vcs será o de divulgar.

Depois não digam que eu não avisei.

3

de
fevereiro

Comigo não morreu!

Pois de respostas, o mundo está cheio.

Faltam perguntas, que nunca virão.

Porque de olho num posto mais alto,

És tão fiel e dedicado ao patrão.

Porque na roda só gira quem manda.

E nós giramos na direção errada.

(A que mandaram, para quem não entendeu)

2

de
fevereiro

Aniversários

As pessoas ficam loucas com os aniversários que se aproximam. Diga-se aniversário de uma criança. A criança, que não sabe nada, não sabe o que é aniversário. E aprende que deve ficar enlouquecida quando chegar seu aniversário. É tão estranho.

12

de
novembro

O NEGÃO GANHOU! viva…

É com uns diazinhos de atraso que venho proclamar a vitória do Negão nos Estados Unidos.

Talvez essa demora possa ser justificada com um medo infundado de que melassem as eleições.  Os republicanos. Aqueles mesmos que jogaram uns aviões uma vez em uns prédios lá. Com o dinheiro sujo de preto. De petróleo e de vidas cobaias africanas. E eu não estou fazendo piada.

 

O que esperar da democracia? Esse país onde tudo é possível. Vejamos. Esperemos. Mas que faz diferença e conta pontos para uma nova esperança, isso é inegável. O primeiro presidente negro da história dos USA. E digo mais: Um dos únicos presidentes negros do Hemisfério Leste, desse planeta a que chamamos Terra.

Uma raça que é constantemente abandonada conseguiu uma vitória. Para toda a humanidade. Uma raça que não é uma senão a raça humana.

Não é uma bandeira negra que está agitando-se. É uma bandeira negra, branca, bege, amarela, marrom, colorida.

Está lá no céu, bem pertinho de nós.

 

É engraçada a esperança: é mesmo sempre a última que vai. Quando tudo parece perdido, O negão vai lá e ganha do Branquelo velho. O negão Jovem. Do basquete. Tomara que ele jogue no time do Pelé e do Michael Jordan. Do Tiger Woods. Do Lewis Hamilton. Por que assim a esperança se renova.

Não é questão de ser tolo e acreditar que o fim do capitalismo chegou com o negão.

Que Hollywood será banida do mapa por um terremoto na Califórnia.

Nem é de se esperar o fim dos problemas no Oriente Médio.

Mas quem sabe, de repente, uma retirada de tropas…. a longo prazo pode ser…. a merda foi grande, se sabe. Não é assim. Eu acho. porque senão o Afegão eo Irague vão explodir.

Nem é questão de boicote.

 

A questão, é ter a esperança. Essa sensação boa. Revigorante.

Igual a de 2002, neste país, quando o Molusco Barbudo chegou a presidência.

A nossa foi-se. E é muito provável que o negão passe em branco pela Casa Branca.

Mas resta, e restará sempre, a esperança.

Eu deposito no futuro toda a esperança de quem vive a lutar aqui nessa dança.

Tomara que ele faça jus à cor de sua pele, e não colabore para o engrossamento do coro dos estúpidos.

Tomara que alguém leia este blog.

Tipo o Gilmar Mendes.

Calma branco velho. O seu dia chegará.

(Se ele não ler, alguém pode avisá-lo?) 

 

 

30

de
outubro

Devagar…

A vida anda.

Vai.

Recomeça todo dia.

 

Atualmente, para mim, cada dia acaba muito diferente do o que acabou ontem.

(Adorei esse artigo de referência "o". Ele existe? Eu sei que "daquele" ficaria melhor, mas ele existe?)

 

Tenho a suave impressão que acabam muito diferente porque meus dias têm sido muito iguais. Acabam sempre iguais, fisicamente falando. E por serem tão iguais, replanejo hoje algo que me parecia bom e coerente ontem. Mas a continuação daquele sentimento não continuou; o dia não evoluiu e a verdade não se concretizou. Então deixa de ser coerente e replanejo tudo, mudando completamente os pensamentos que pensava antes de dormir ontem.

O dia então, acaba bem diferente do outro, tendo sido completamente igual.

 

Sabe aquele papo de tenho uma mala cheia de planos…?

 

Na época da adolescência eu não tinha essas dúvidas. Tinha algumas bem mais gostosas.

 

O teclado está desenvolvendo calos nas teclas tamanha a força que coloco nesta digitação. Porque pode não parecer, para ninguém, inclusive para mim, mas esse assunto me deixa muito nervoso.

Tem um livrinho que eu comprei há muito tempo, muito baratinho,  e que até hoje não li. Do Engels. "A origem da família e da propriedade privada."

Vou lê-lo.

Adesso.

Boa Noite.

 

29

de
outubro

Bão, educação…

Bão…
O que dizer?
Ontem, de madrugada, na TV Câmara, eu vi uma senhora, de nome Jaqueline Moll, representante do Ministério da Educação, expor os planos para a aprovação da lei do ensino em tempo integral neste paízeco.

Mais Educação.

Só vendo para crer. Será que realmente, aquela mulher, que espero ter uma formação acadêmica em educação, que é representante do MEC, será que realmente ela acreditava no que dizia?

Só vendo para crer. Esse é um problema real, o debate. Cada ponto que ela explanava do projeto (transmitido em PowerPoint numa parede em Brasília) era completamente e inteiramente questionável.

Chegando ao absurdo de dizer que era preciso acabar com o mito de que não se pode fazer escola de tempo integral por falta de estrutura, dando o exemplo de Recife, onde a secretaria de educação local, tendo em vista o alto-custo da construção e manutenção de uma piscina na escola, firmou acordo com os clubes locais para que as crianças tenham aula de natação. E o pior: O belo exemplo de uma escola que ela visitou (e almoçou uma comida deliciosa com crianças felizes) que não tinha um refeitório, então improvisando-se na entrada, perto da secretaria da escola, um local para as crianças comerem. Funcionou muito bem, nas palavras de Jaqueline.

Dizia tantas coisas a serem feitas. Coisas que Paulo Freire já disse há cinqüenta anos. Coisas que todos os pedagogos dizem e já disseram que precisam ser feitas. E mais, coisas que já são leis neste paízeco.

O que falta, sempre, o governo falar, é como se faz todas essas coisas. Na prática. Ali. Na sala com 35 alunos no mínimo.

E ninguém, porra, nunca fala em COMO melhorar a formação acadêmica dos professores, neste paízeco onde qualquer um com magistério podia lecionar até bem pouco tempo. Ninguém fala em DOBRAR o salário dos professores. NINGUÉM fala em salas de aula com 20 alunos.

Três pontos cruciais. E fáceis de resolver. Só que custam efetivamente dinheiro.

O resto é mera especulação.

E Ensino em tempo Integral é outra história. Muito Boa. Para ser discutida quando os problemas atuais forem sanados. Para quando o governo quiser gastar mais de R$ 1.269,00 por aluno ANUALMENTE (Educação infantil no SUDESTE, R$ 560,00 no NORDESTE).Bem mais.

Para quando um aluno custar mais, bem mais, do que um presidiário, neste paízeco.

Quem sabe assim, uma professora não mais segure um aluno com as mãos para trás, incentivando às demais crianças a espancarem o menino bagunceiro, como vimos acontecer ontem em Ceilândia.

Ceilândia que, aliás, é vizinha de Brasília.

29

de
outubro

Saramago estava certo. De novo.

Qual a relação existente entre a violência nas favelas cariocas, a exploração da vida humana na África pelas cias. farmacêuticas e uma cegueira que caracteriza-se como branca que atinge todo o mundo?

Essa é fácil; o cineasta brazuca Fernando Meirelles.

São os três temas de seus últimos três filmes.

Começo por dizer que sempe existirá a cobrança em cima de um cara que fez algo sensacional para que seu próximo trabalho seja também sensacional. E o homem encarou o desafio. E venceu o desafio. São três filmes de alto nível. Técnico, intelectual e social.

E os dois primeiros caracterizaram-se por cair nas graças da grande mídia. Refiro basicamente agora aos Estados Unidos de la America. Onde os dois filmes tiveram boa aceitação do público e crítica, recebendo inclusive 4 indicações cada um ao oscar. E a mocinha do segundo filme levou. Justérrimo. 

Agora, o teceiro filme.

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Talvez a maior fábula já escrita em língua portuguesa. Uma metáfora precisa e justa com a vida humana sobre este planeta.

Justa porque iguala todo mundo. Justa porque é branca. Justa porque faz justiça sobre o comportamento dos homens e mulheres uns para com os outros. E no final, somente no final, revela-se: brincadeirinha!, Ninguém tava cego!, Foi só impressão!

E sobre o terceiro filme houve boicote na Disneylandia. Porque onde já se viu, retratar os cegos dessa maneira! Nós, da Federação Nacional de Cegos se pronuncia contra este filme, por denegrir a imagem dos cegos, tratando-os como imorais, e de comportarem-se como animais!!!

"O filme retrata as pessoas cegas como monstros e isso é mentira. A cegueira não transforma pessoas decentes em monstros".

Palavras do presidente da tal agremiação.

Realmente, a cegueira não é uma alegoria inteligente para retratar os males da sociedade.

Porque não é nem uma alegoria.

É uma real situação social.

Gente, será que nunca ouviram aquele ditadozinho infame, "O pior cego é aquele que não quer ver".

Deveria estar escrito em letras douradas na fachada da tal federaçãozinha. Justamente para diferenciar uma situação social coletiva de uma deficiência física individual.

E o povo não foi ao cinema, e os que foram saíram à metade. É muito forte né.

Mas peraí: Ou não estamos falando dos mesmo filmes? As cenas de Cidade de Deus e Jardineiro Fiel são muito mais violentas, com mais sangue? Tudo bem que a nojeira é forte no Blindess, mas com certeza morrem mais pessoa (E o número de pessoas mortas definitivamente determina o grau de violência de uma situação) nos dois primeiros filmes.

A Questã, como diria minha mãe, a questã, está talvez pode ser no fato de City of God and The Constant Gardner serem sensacionais. E mais, serem até sensacionalistas! Sim! É um show! O espetáculo da vida!

Lá na Favela carioca o show do tiroteio, do Sangue, da galinha! É bem parecido com Tróia!

Ou na longínqua África, onde as Empresas Farmacêuticas do Norte, Destroem lares e famílias inocentes!

É entretenimento indigesto. Mas entretenimento. Porque pessoas malvadas que eu não sei quem são, lá longe, estão maltratando pessoas boazinha, lá longe, que eu nem sei quem são. Então assistimos.

MAs nesse filmezinho aí, os personagens não tem nome, não se menciona a cidade (E não mostra a estátua da liberdade. Onde já se viu filme de destruição em massa em que a cabeça da estátua não saia rolando por aí?) e se fala inglês (e não norte-americano), Mas poderia se falar em qualquer língua. Em português foi onde tudo começou. Poderia ser em qualquer cidade. Inclusive N.Y.. E poderiam ser quaisquer pessoas, os personagens do filme.

Incusive eu.

Aí fudeu.

E o povo americano, perdão, norte-americano, é burro, mas é inteligente. Pelo menos para entender uma metáfora. E se incomoda com a própria cegueira. (Tudo bem, pode ser que os representante daquela comunidade de cegos não entendam, mas eles são cegos confessos há duas semanas, fazer o que?)

Continuando depois de cutucar mais uma vez os pobres cegos da América do Norte…

E se incomoda coma própria cegueira na tela. E vai embora do cinema e não recomenda para ninguém.

Ficar sofrendo para que?

Minha vida já é muito dura.

Agora eu só quero ir no cinema e assistir Beverly Hills Chihuahua.

Final de semana é para dar risada e esquecer dos problemas.

Ficar sofrendo para que?

 

 

Parabéns Robin Meirelles e Saramago Hood. Acertaram a flechada bem no coração da cegueira.

Lá, meu bom velhinho, o contágio vai mais depressa do que cá.

 

 

 

 

 

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