Assino três revistas de Editora Abril. Ao renovar a assinatura de uma dessas, ganhei di grátis di brinde 6 semanas da revista Veja. A despeito de isso ser presente, sigamos.
O problema é que a minha mãe assina Veja. E ela mora na mesma casa que eu.
Conclusão: 6 semanas com 2 monstros chegando aos sábados.
Isso, por si só, já é um absurdo. Nesses tempos de “crise” então… Gastação de dinheiro, de papel, de tempo do entregador (Ah sim, porque sabe-se lá Allah por que, elas chegam separadas.).
Por isso senti vontade de ligar para a Editora e pedir a suspensão do “”"”brinde”"”" (e põe áspas nisso). Passou. E chegou outro sábado, e com ele outra Veja. E chegou a segunda-feira. E com ela um boleto facilitador para que eu adquirisse a assinatura anual da Revista.
Constaassim na frente do envelope, ainda fechado: “Roberto, Depois de conhecer você, só dá para querer uma coisa: continuar ao seu lado.”
Apesar do Português horrendo, faço minha tradução, e cada um que faça a sua.
Roberto, Queremos sugar todo o seu dinheiro e nos dar bem às suas custas.
Dentro diz assim:
Você e Veja tem tudo para continuar juntos (Ps: está assim mesmo, com o verbo continuar no singular) em todas as semanas por uma ano.
E piriri e pororó de não sei o que percebi que a veja é indispensável para você e piriri e pororó de não sei o que oferecemos uma ótima oferta com desconto e parcelamento.
O problema é que não entendo como piriri e pororó. Entendo como uma brutal agressão.
Um insulto à minha inteligência. A invasão de minha privacidade e dos meus gostos.
Como podem duas pessoas na mesma casa assinarem a mesma revista?
Será que ninguém, ninguém, NINGUÉM na Abril sabe ler, e ver que estavam querendo VENDER duas revista para a mesma casa?
Liguei. Exigiria uma carta de retratação da Editora em papel reciclado e um compromisso de nunca mais receber uma proposta que não tenha solicitado em meu lar. É meu direito, não é exagero. Nesse exato momento estou esperando para ser atendido no SAC.
Liguei e optei pelo ramal de vendas. em 5 segundos fui atendido e expliquei o caso para a mocinha. Ágata. Ela tentou falar que não era daquele setor o problema, que teria de passar a outro, eu repeti a história e disse que não seria atendido no SAC. Ela, super paciente e não querendo entender que eu não queria ficar na linha pois o meu problema era com vendas e ali seria resolvido, me explicou o que eu já sabia como se eu tivesse 6 anos. Aí, como uma criança de 6 anos, desisti.
ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO ATENÇÃO
Depois de 10 minutos fui atendido no SAC pelo Paulo Sérgio. Não é possível uma carta de retratação da Editora. O brinde já foi cancelado. Para haver reembolso do tempo de espera no tele-SAC (Total de 22 minutos no dia de hoje) tenho que mandar um fax e torcer. Peguei o número.
Voltando…
Ela transferiu a ligação me prometendo que não demoraria. 7 minutos depois eu ainda escutava musiquinha. Resolvi ligar do outro telefone e cair no SAC e não nas VENDAS. Mais cinco minutos e continuava a ouvir musiquinha, agora em dois telefones. Sim, eu fiquei pendurado em dois aparelhos durante 5 minutos. Não é exagero, é o meu direito.
Desliguei. Liguei de novo, no mesmo número, mas optei pelo ramal de vendas. Fui atendido em menos de 5 segundos. Coitado do Cássio, que me atendeu. Fiz ele repetir quando tempo eu fiquei na espera. Ele se recusava e eu muito educadamente e muito obstinadamente insisti. Ele ficou nervoso até que repetiu. Expliquei toda a minha história de novo e adivinhem….????
Ele queria me mandar pro SAC. Aí eu dei chilique.
Falei que não era idiota. Que ele precisava parar de ser idiota. No final, ele ouviu todas as minhas reclamações, deixou claro que não poderia fazer nada, mesmo assumindo que a culpa foi da VENDAS, que mandou o boleto, e concordando com tudo o que disse. Tudo. Concordou que aquilo era uma afronta à minha inteligência e no final de tudo perguntou se eu não queria mesmo passar pelo SAC. Disse que não. Ele disse Boa Tarde.
Para tratar alguém com respeito, devo ser respeitado. E a ed. Abril não me respeitou. E eu descontei no funcionário da empresa, que é quem a empresa designou para falar comigo, o meu contato com a empresa.
Se ele tem alguma coisa com tudo isso? Sim.
Porque se trabalha na empresa, concorda com sua ideologia e fala por ela. Como falou, e não pediu nem desculpas.
Agora, mais tarde descobri que não pode existir uma retratação.
O problema de tudo isso, é a busca desenfreada por lucro, a ponto de vender a mesma coisa duas vezes pra você, seu trouxa; Não importa se você quer, a gente vende.
É querer se dar bem a custa dos outros.
O pior é que eu sei o nome dos três atendentes com que falei hoje. Porque fui acostumado assim, a chamar as pessoas pelo nome. E tenho a leve impressão que nenhum deles se lembra do meu nome, mesmo com toda a confusão.
Isso sem falar na merenda estragada das criancinhas de São Paulo. E Gilberto Kassab disse que não vai se pronunciar a respeito. Tudo bem, pois não houve aumento nas passagens dos ônibus, como prometido.
Lembram-se?